Programa ATeG Balde Cheio aumenta renda de produtores em 145%

15-12-2021 10:49:02 Por: Karoline Sabino, FAEMG

Programa ATeG Balde Cheio aumenta renda de produtores em 145%
O produtor Osvaldo Resende de Sousa e os seus filhos Denere Henrique de Sousa e Hailton Andrade de Sousa vêm colhendo bons frutos com o Programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) Balde Cheio. Em 18 meses, a renda bruta da atividade aumentou em 145%. O programa é oferecido pelo Sistema FAEMG/SENAR/INAES/SINDICATOS, em parceria com o Sindicato dos Produtores Rurais de Passa Tempo.

“O ATeG Balde Cheio melhorou a nossa qualidade de vida. Antes, pensávamos em muitas possibilidades, mas não tirávamos do papel porque não sabíamos se seriam lucrativas. Com a ajuda da técnica de campo, esclarecemos isso. Também não tínhamos o hábito de fazer anotações e, agora, colocamos tudo na ponta do lápis e enxergamos o quanto estamos gastando e lucrando”, relatou Denere.

Mudanças - Segundo a técnica de campo Janaine Adriano Felipe, entre as técnicas utilizadas na propriedade, estão a nova dieta para os animais e a melhoria na genética. “Focamos no manejo para conseguir o máximo de produção dos animais. É um local que produz muito no período seco, em sistema de semiconfinamento, mas, também, com área limitada para produção de silagem. No período chuvoso, havia queda acentuada de produção e, por isso, trabalhamos para estabelecer o sistema de pastejo rotacionado. Assim, conseguimos manter os animais com maior produtividade a pasto, o que refletiu em menor custo de alimentação com concentrado. Nos últimos dois meses, iniciamos a implantação de mais uma área de pastagem rotacionada”.

“A técnica de campo faz o exame de ultrassonografia nas vacas e isso nos ajuda muito, pois conseguimos ver com mais detalhes qual vaca está com prenhez confirmada e qual está com infecção. Além disso, algumas vacas ficavam muito tempo ‘secas’ e demoravam a pegar novas crias. Com as orientações, começamos a controlar o tempo entre parir e descansar”, completou Denere.

Sucessão - Hailton contou que, seu avô, José Tiofo, trabalhou com leite em outra propriedade, o que inspirou o seu pai, Osvaldo, a ingressar na atividade. Desde crianças, Hailton e Denere espelharam-se no pai e, hoje, a família está à frente das atividades no sítio Sonho Verde. “Meu pai é fonte de inspiração e aprendemos muito com ele. Quero passar este amor pela atividade para os meus filhos”, destacou Hailton.

Para Janaine, o Sítio Sonho Verde é um modelo no ramo da pecuária leiteira. É um exemplo de uma família que nunca havia recebido assistência técnica e, mesmo diante das dificuldades, nunca desistiu. “Quando vejo as melhorias na propriedade, fico extremamente feliz. Os produtores sempre aderiram a todas as recomendações, dentro de suas condições”, disse a técnica de campo.

Números - Em maio de 2020, a produção diária de leite era de 300 litros ordenhando 22 vacas. Agora, a produção aumentou para 426 litros, com mais quatro vacas em lactação. A produção diária de leite, por vaca, passou de 13,6 litros para 16,4 litros, aumentando a produtividade em 20,5%. Os produtores comprometiam 48,36% da renda bruta com concentrado e, atualmente, eles utilizam cerca de 37%.

Comparando o período de novembro de 2019 a outubro de 2020 com o período de novembro de 2020 a outubro de 2021, o produtor saltou de 9,6% para 26,5% de margem líquida, mostrando que o trabalho técnico aliado à gestão e ao planejamento teve efeito positivo. A média do lucro por litro saiu de R$ 0,03 para R$ 0,32.

As informações são do FAEMG.