Pelo sexto mês consecutivo, o preço do leite pago ao produtor em Mato Grosso registrou queda
12-02-2026 15:08:18 Por: IMEA. Foto: Pixabay
Pelo sexto mês consecutivo, o preço do leite pago ao produtor em Mato Grosso registrou queda. Em dez/25, o valor médio recebido pelo leite captado foi de R$ 1,77/l, recuo de 4,02% em relação ao mês anterior. Essa baixa esteve relacionada ao aumento da captação de leite no mês, resultado, sobretudo, da melhora na qualidade das pastagens, favorecida pelo avanço das chuvas no estado.
Apesar da queda observada ao longo do último semestre de 2025, a média anual apresentou crescimento de 1,05% em relação a 2024, com o pecuarista de leite mato-grossense recebendo, em média, R$ 2,19/l no ano. Cabe destacar que esse foi o segundo maior valor pago ao produtor na série histórica do Imea, ficando atrás apenas de 2022. Assim, o aumento na média anual foi sustentado pelos avanços nos preços da matéria-prima no primeiro semestre de 2025, associados à menor produção de leite no estado e aos aumentos nos custos de produção ao longo do período.
BAIXA: o Diferencial de Base (DB) entre o preço do leite em Mato Grosso e a “Média Brasil” diminuiu 14,61% ante dez/25, e ficou negativo em R$ 0,23/l em jan/26.
QUEDA: o preço do leite na “Média Brasil” segundo o Cepea registrou baixa de 5,21% ante o mês anterior, atingindo R$ 2,00/l, recuo de R$ 0,11 em relação a dez/25.
ALTA: o Índice de Captação do Leite (ICAP-L) de Mato Grosso ficou em 58,90% em jan/26, registrando avanço de 4,45 p.p. em relação ao mês anterior.
Em 2025, o Custo Operacional Efetivo (COE) para produzir leite em MT subiu 3,72% em relação a 2024 e fixou-se em R$ 1,46/l.
Essa alta esteve atrelada ao aumento nos gastos com os grupos de suplementação mineral e aquisição de animais, que subiram 11,65% e 11,48%, respectivamente. Nesse período, o preço do leite pago ao produtor no estado foi cotado, em média, a R$ 2,19/l, resultando em uma margem bruta positiva de R$ 0,74/l. Entretanto, ao se considerar o Custo Operacional Total (COT), que inclui depreciações e mão de obra familiar, o valor chegou a R$ 2,39/l. Nesse cenário, a margem do produtor não se sustenta, ficando em -R$ 0,19/l. Por fim, com a redução nos preços do insumos para alimentação como o milho e o farelo de soja, a perspectiva é de melhora na margem do produtor no curto prazo, tendo em vista o aumento da produção de leite no último trimestre de 2025.
As informações são do IMEA.

