Em maio 2026, as importações brasileiras de lácteos totalizaram 220,29 mi de litros

18-06-2026 14:48:29 Por: IMEA. Foto: Photl

Em maio 2026, as importações brasileiras de lácteos totalizaram 220,29 mi de litros
Em mai/26, as importações brasileiras de lácteos totalizaram 220,29 mi de litros¹, alta de 3,47% em relação a abr/26 (Secex). Já no acumulado de jan-mai/26, o Brasil importou 1,02 bi de litros¹, uma diferença de +96,90 mi de litros¹ ante o mesmo período de 2025. Além disso, neste ano, 89,37% do volume importado foi proveniente da Argentina, com participação de 66,34%, e do Uruguai, com 23,02%, países que tiveram confirmada pela Camex² a prática de dumping nas exportações de leite em pó destinadas ao mercado brasileiro.

Vale destacar que o leite em pó representa 74,11% do volume total importado pelo Brasil em 2026. Diante desse cenário, o órgão aprovou a aplicação de direitos antidumping por até cinco anos sobre as importações de leite em pó integral e desnatado não fracionado oriundos desses países. Apesar disso, a cobrança foi suspensa temporariamente até a conclusão das análises sobre os impactos da medida na economia e na inflação, mantendo o fluxo de importações sem alterações no curto prazo.

CAIU: com a queda no preço do milho em MT, a Relação de Troca (RT) entre o leite e o cereal recuou 9,33% em abr/26, sendo necessários 20,24 litros de leite para a aquisição de uma saca do grão.

MENOR: com o aumento no preço do leite captado em abr/26 e a queda no preço do farelo de soja, a Relação de Troca (RT) ficou em 751,24 l/t, registrando recuo de 4,67% no comparativo mensal.

ALTA: em mai/26, as exportações brasileiras de lácteos faturaram US$ 7,72 milhões, representando um aumento de 44,70% em comparação com abr/26.

Diferencial de Base (DB) entre o preço do leite pago ao produtor mato-grossense, segundo o Imea e a “Média Brasil” do Cepea, amplia em abril - O produtor de MT recebeu, em média, R$ 2,13/l pelo leite captado em abr/26 e pago em mai/26, aumento de 4,13% em comparação com o mês anterior e a terceira alta consecutiva em 2026. Esse movimento foi resultado da menor oferta de leite, o que elevou a competitividade entre as indústrias pela aquisição da matéria-prima dentro do estado.

Dito isso, o ICAP-L¹ do estado ficou em 42,04%, recuo de 4,42 p.p. em relação ao mês anterior. Já na “Média Brasil”, o preço pago ao produtor atingiu R$ 2,66/l, avanço de 11,12% no mesmo comparativo, segundo o Cepea. Apesar da valorização observada em MT, o aumento mais intenso em outras bacias leiteiras ampliou a diferença frente ao estado. Com isso, o DB entre o preço do leite em MT e a “Média Brasil” ficou em -19,88%, -R$ 0,53/l em termos monetários, configurando a segunda maior diferença para o mês de abril em toda a série histórica.

As informações são do IMEA.