Custos da pecuária leiteira ficam estáveis pelo segundo mês consecutivo
20-08-2026 15:44:59 Por: Victoria R. Paschoal e Sérgio P. Lima, Boletim do Leite Cepea. Foto: Pixabay
Os custos da pecuária leiteira ficaram estáveis pelo segundo mês consecutivo. Entre junho e julho, o Custo Operacional Efetivo (COE) registrou pequena queda de 0,31% na “média Brasil”. Dentre as praças acompanhadas pelo Cepea, Minas Gerais apresentou a baixa mais expressiva do COE no período, de 1,1%.
Os preços das principais matérias-primas utilizadas na produção de ração aumentaram em julho. Na média das regiões acompanhadas pelo Cepea, o milho registrou valorização de 1,82% e o farelo de soja comercializado de 3,2%,. Apesar disso, o grupo de concentrados apresentou leve queda de 0,17% na “média Brasil”.
Dentre as praças acompanhadas pelo Cepea, o Paraná e o Rio Grande do Sul registraram aumentos no grupo de concentrados, respectivamente de 5,33% e de 0,55% em julho. Dentre os estados que registraram queda, o destaque é Minas Gerais (-1,84%).
Apesar da alta observada nos preços das principais matérias-primas em julho, as quedas em maio e junho podem ter contribuído para a formação de estoques de ração produzidos a custos mais baixos, que ainda podem estar sendo comercializados neste momento. Entretanto, a valorização das matérias-primas observada em julho pode elevar os custos de produção da indústria e refletir em uma recuperação dos preços dos concentrados ao longo de agosto.
Já quanto ao grupo de suplementos minerais e proteicos, a demanda esteve aquecida em julho, elevando os preços desses insumos nos estados da Bahia, de Goiás, do Paraná e de São Paulo. Em Minas Gerais, por outro lado, houve forte redução de 5,29%. A “média Brasil”, por sua vez, recuou 1,78% entre junho e julho.
Em relação ao grupo de operações mecanizadas, a “média Brasil” registrou baixa de 1,67% no período, a terceira queda consecutiva.
PODER DE COMPRA – Em julho/26, o produtor precisou de 23,19 litros de leite para adquirir uma saca de 60 kg de milho, 5,92% a menos que em junho/26 (24,65 litros/sc). A melhora no poder de compra do pecuarista esteve associada à queda de 2,93% no preço da saca de milho, para R$ 63,68, e à alta de 3,18% no preço médio pago pelo leite. Apesar da melhora, o poder de compra do produtor de leite segue abaixo da média dos últimos 12 meses, de 28,3 litros/saca.
As informações são do Boletim do Leite Cepea.


