Queda na captação de leite em Mato Grosso

16-07-2026 17:08:41 Por: IMEA. Foto: Pixabay

Queda na captação de leite em Mato Grosso
A captação de leite no Brasil atingiu 6,78 bi de litros no 1º trim./26, maior volume já captado da série histórica para o período, segundo a Pesquisa Trimestral do Leite (PTL-IBGE). Esse crescimento foi impulsionado pelo principal polo produtor do país, com alta de 7,45% na captação da região Sul em comparação ao 1º trim./25, que corresponde a 41,17% do total da captação do Brasil. Além disso, MG também saiu como destaque na captação e atingiu o valor de 1,67 bi de litros, avanço de 1,62% no mesmo comparativo, sendo assim o maior captador no período analisado. Em contrapartida, MT registrou queda de 14,82% na captação no mesmo período do ano anterior e totalizou 86,74 milhões de litros, menor patamar para um 1° trim. desde 2006. Por fim, esse cenário refletiu a saída de um grande laticínio da região Oeste, além da redução do número de produtores de leite em atividade no estado, em decorrência dos elevados custos de produção.

SUBIU: com menor captação em mai/26 em Mato Grosso, o preço do leite pago ao produtor registrou alta de 1,44% no comparativo mensal, sendo cotado a R$ 2,16/l.

AUMENTOU: o preço do leite pago ao produtor na “Média Brasil”, segundo o Cepea, subiu 0,12% em relação a abr/26 e ficou precificado a R$ 2,66/l em mai/26.

REDUZIU: o Diferencial de Base (DB) entre o preço do leite pago ao produtor em Mato Grosso e a “Média Brasil” caiu 5,17% em mai/26, com diferença de -R$ 0,50/l no período.

Balança comercial brasileira de lácteos encerra o primeiro semestre de 2026 com déficit recorde para o período.

No acumulado do primeiro semestre de 2026, as exportações brasileiras de lácteos totalizaram 25,40 milhões de litros em equivalente leite, conforme dados da Secex, recuo de 19,84% em relação ao mesmo período de 2025 e o menor volume para um primeiro semestre desde 2001. Em sentido oposto, as importações alcançaram 1,23 bilhão de litros, alta de 14,07% na comparação anual e o maior patamar da série histórica para o período, iniciado em 1997.

Como consequência, a balança comercial brasileira de lácteos encerrou o primeiro semestre de 2026 com déficit de 1,20 bilhão de litros, o maior já registrado para o período. Esse desempenho refletiu, principalmente, a queda nas cotações do leite internacional ao longo do semestre, fator que elevou a competitividade dos produtos importados no mercado interno e reduziu a atratividade dos embarques brasileiros ao exterior.

As informações são do IMEA.