Queda nas exportações e importações de lácteos
17-09-2026 15:45:17 Por: IMEA. Foto: iStock
Segundo os dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o Brasil enviou para outros países 4,47 milhões de litros em equivalente leite em ago/26, queda de 0,58% em comparação com jul/26. Já as importações de lácteos reduziram 2,59% no mesmo comparativo, com volume de 224,02 milhões de litros adquiridos em equivalente leite.
Esse resultado esteve atrelado à valorização do dólar frente ao real e, também, ao aumento das cotações do leite internacional no período analisado, o que contribuiu para o recuo tanto nas exportações quanto nas importações de lácteos. Além disso, a balança comercial de lácteos brasileira no acumulado de jan/26 a ago/26 ficou com déficit de 1,65 bilhão de litros, sendo o maior déficit da série histórica no mesmo comparativo. Por fim, a balança de lácteos tende a fechar o ano com déficit histórico, ocasionado pelo aumento das importações, devido ao menor preço do leite internacional em comparação com 2025.
SUBIU: a RT entre o leite e o farelo de soja aumentou 0,44% ante jun/26 e esteve em 715,67 l/t em jul/26, pautada pelo maior avanço do coproduto no período.
AUMENTOU: com o maior avanço na cotação do milho em relação ao preço do leite, a relação de troca em jul/26 ficou em 18,26 l/sc, alta de 0,82% em relação a jun/26.
ALTA: o preço do leite pago ao produtor na “Média Brasil”, segundo o Cepea, subiu 4,72% em relação a jun/26 e ficou precificado a R$ 2,88/l em jul/26.
Preço do leite pago ao produtor mato-grossense tem a 6ª alta consecutiva e atinge o maior valor dos últimos 4 anos.
Segundo o levantamento realizado pelo Imea, o preço do leite captado em julho e pago ao produtor em agosto de 2026 atingiu R$ 2,40/l em Mato Grosso, valorização de 5,70% em relação a jun/26 e de 3,65% em comparação com o mesmo período de 2025. Esse é o maior valor observado nos últimos quatro anos e o segundo maior da série histórica para o mês de julho, ficando atrás apenas de jul/22, quando o preço do litro era R$ 3,06. Esse resultado foi ocasionado pela competitividade entre as indústrias mato-grossenses para a aquisição da matériaprima durante o período de seca no estado. Já o Índice de Captação de Leite de Mato Grosso (ICAPL) apresentou incremento de 1,88 p.p. no mesmo comparativo, ficando em 42,55%. Por fim, a perspectiva para o terceiro trimestre de 2026 é que os preços continuem sustentados devido à menor disponibilidade de leite dentro do estado.
As informações são do IMEA.


